WEB RADIO RGA missoes brasil: Fevereiro 2015

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Líder muçulmano prega a perseguição a cristãos e pede a “destruição de todas as igrejas”

A perseguição a cristãos na religião muçulmana não é pregada apenas pelos extremistas armados, mas também por líderes religiosos. Na Arábia Saudita, o principal representante do islamismo afirmou que as igrejas cristãs precisam ser destruídas.

O profeta Maomé, que é a figura humana mais reverenciada no islamismo, nasceu na região onde hoje está a Arábia Saudita, e por lá, a hostilidade aos cristãos é intensa e constante.

O sheik Abdul Aziz bin Abdullah, o grão-mufti do país e maior autoridade religiosa, afirmou que se faz “necessário destruir todas as igrejas da região” durante uma reunião com líderes políticos do Kwait, segundo informações do portal RT.

Essa declaração do líder muçulmano se referia às igrejas existentes no Kwait, pois na visão do sheik, o país pertence à Península Arábica, e há uma ideia no islamismo de que não pode haver outra religião naquela região senão a muçulmana.

“Como acontece com muitos muftis antes dele, o sheik baseou sua fala na famosa tradição, ou hadith, que o profeta do Islã teria declarado em seu leito de morte: ‘Não pode haver duas religiões na Península [árabe]’. Isso sempre foi interpretado como [um indicativo de que] somente o Islã pode ser praticado na região”, explicou Raymond Ibrahim, especialista em questões islâmicas.

Segundo o especialista, o discurso do líder muçulmano saudita deve ser levado a sério, pois sua liderança na religião transcende as fronteiras geopolíticas e possuem o peso religioso equivalente à do papa, por exemplo.“O sheik Abdul Aziz bin Abdullah não é um líder muçulmano qualquer que odeia as igrejas. Ele é o grão-mufti da nação que levou o islamismo para o mundo. Além disso, ele é o presidente do Conselho Supremo dos Ulemás (estudiosos islâmicos) e presidente do Comitê Permanente para a Investigação Científica e Emissão de Fatwas. Quando se trata do que o Islã prega, suas palavras são imensamente importantes”, frisou Ibrahim.

Para o especialista, uma perseguição sem precedentes a cristão está em curso no Oriente Médio, e deve se agravar em breve devido às declarações de Abdul Aziz bin Abdullah: “Considerando a histeria que aflige o Ocidente sempre que um indivíduo ofende o Islã – por exemplo, um pastor desconhecido qualquer -, imagine o que aconteceria se um equivalente cristão do grão-mufti, digamos o papa, declarasse que todas as mesquitas da Itália devem ser destruídas. Imaginem o frenesi da mídia ocidental. Imediatamente todos os veículos gritariam insistentemente ‘intolerância’ e ‘islamofobia’, exigiriam desculpas formais e apelariam para uma reação dos políticos”, observou Ibrahim, sugerindo que a reação dos cristãos na região deverá causar ainda mais tensão.

Estado Islâmico invade vilarejo e sequestra 100 cristãos sírios

Fontes afirmam que em um dos vilarejos todos os homens foram mortos e as mulheres e crianças foram levadas como reféns



Mais um vilarejo cristão foi atacado pelos terroristas do Estado Islâmico na Síria. Nesta segunda-feira (23) centenas de cristãos, entre mulheres e crianças, foram sequestrados pelos jihadistas no vilarejo de Tall Tamr, no nordeste do país.

Segundo a revista norte-americana Newsweek, os extremistas resolveram separar os homens das mulheres e crianças, enviando os homens para as montanhas de Abd al-Aziz.

Não há informações sobre a quantidade exata de pessoas que foram retiradas de suas casas e levadas pelos soldados do EI, acredita-se que muitos dos reféns serão usados como troca por prisioneiros levados pelos militantes curdos que combatem os terroristas.

Além de levar as pessoas pra fora da vila, os terroristas também incendiaram a igreja católica local.

Ataques em vilas próximas

A segunda-feira foi bastante sangrenta na região nordeste da Síria, pelo Instagram o ministério Eu Escolhi Esperar pediu oração pelos cristãos dos vilarejos de Tal Hermez e Hazaka, localizados a 300 km de Mossul, no Iraque.

Fontes da Missão em Apoio à Igreja Sofredora (MAIS) afirmaram que nessas vilas todos os homens foram mortos e as mulheres e crianças levadas como reféns. As igrejas foram queimadas e as propriedades tomadas pelos jihadistas que estavam fortemente armados.

Áustria restringe direitos de muçulmanos com medo de ataques terroristas


A proposta serve para evitar a influência de outros países na vida da população muçulmana que vive no país

Para evitar a influência de grupos extremistas, a Áustria resolveu restringir alguns direitos antes dados os muçulmanos no país. A nova medida desagradou os religiosos, principalmente os imãs que serão os mais afetados por ela.
A lei de 1912 que igualava o Islã aos direitos dos cristãos e judeus agora tem algumas ressalvas: as mesquitas não podem receber dinheiro do exterior, o imã que recebe dinheiro de fora não poderá pregar no país e o ensino da fé muçulmana só poderá acontecer em alemão e não mais em outras línguas.

A decisão partiu do governo austríaco que é comandado pela coalizão formada pelo Partido Social Democrata da Áustria (SPÖ) e o Partido Popular Austríaco (ÖVP). A ideia é que o islã na Áustria tenha ligação com a população local sem receber influência de fora.

“Nós queremos um Islã com um caráter austríaco”, disse o ministro da Integração, Sebastian Kurz, em outubro do ano passado durante uma declaração feita na TV pública ORF.

“Tivemos que ser um pouco mais restritos sobre o financiamento de outros países no caso do Islã”, disse Kurz, afirmando que as outras religiões não trazem preocupação em relação a influência de outras nações.

A maior preocupação com o país é a forma como outros países influenciam o Islã, um exemplo é o financiamento dos imãs feito pela Turquia. Esses religiosos falam apenas em turco e não aprendem a língua oficial da Áustria que é o alemão.

“Existe muita influência política. Nós queremos ver imãs treinados aqui, pregando em alemão, entendendo a nossa cultura”, explicou a porta-voz do Partido Social Democrata, Alexandra Hopf.

Já a porta-voz da Confissão Religiosa Islâmica na Áustria (IGGIÖ), Carla Amina Baghajati, vê que a relação entre o país europeu e os muçulmanos que ali vivem será abalada. “A velha lei era significativa para os muçulmanos. Ela nos dava laços emocionais profundos com a Áustria. Depois que essa nova lei for aprovada, eu não estou certa de que os muçulmanos vão continuar sentindo esse mesmo vínculo emocional”, diz.

Em sua opinião o governo austríaco não tem o que se preocupar. “É como se eles acreditassem que a sharia vai tomar conta da Áustria. Nós dissemos várias vezes que somos pelo pluralismo, pelo domínio da lei e pela igualdade.”


Islã cresce na Áustria e há relatos de pessoas que fugiram para lutar com o EI

Em 2013, 7% dos austríacos se afirmaram como muçulmanos, o que representa cerca de 574 mil pessoas. Em Viena a estimativa é que 12,5% sejam fiéis do Islã. Mas ao contrário de outros países da Europa, a maioria desses religiosos não é formada por árabes, mas sim de origem bósnia. Outras etnias comuns no país são os persas, os chechenos e, então, os árabes.

O governo está preocupado, principalmente depois que 190 pessoas, exilados chechenos em sua maioria, deixaram o país para lutar ao lado dos extremistas do Estado Islâmico. No ano passado duas adolescentes fugiram do país para se casar com jihadistas na Síria e no começo deste ano vários menores de idade foram detidos, suspeitos de se envolverem com o terrorismo. Com informações DW

Estado Islâmico sequestrou 220 cristãos nas últimas 72 horas, diz ONG

A entidade afirmou que outras 5.000 pessoas fugiram para cidades próximas com medo dos terroristas




]O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) refez a conta dos ataques do Estado Islâmico na Síria ao longo desta semana e chegou a conclusão de que 220 cristãos foram sequestrados pelos terroristas.



O último balanço apresentado pela entidade afirmava que 90 cristãos foram feitos reféns dos jihadistas. Mas agora os dados foram atualizados. “Pelo menos 220 assírios foram sequestrados em 11 localidades pelo grupo Estado Islâmico nos últimos três dias na província de Hasake, nordeste da Síria, perto da fronteira com Iraque e Turquia”, anunciou a OSDH.

Na quarta-feira (25) o diretor da rede assíria dos direitos humanos, Osama Edward, afirmou que quase 1.000 famílias, o que representa 5.000 pessoas, fugiram do nordeste da Síria após os ataques terroristas que começaram na segunda-feira. As cidades de Hasake e Qamichi foram os locais escolhidos por essas famílias para buscar refúgio.

Com sede na Suécia, a OSDH denunciou que os reféns estão sendo negociados. “Há negociações com o auxílio de mediadores de tribos árabes e de uma figura da comunidade assíria para obter a libertação dos reféns”, diz a entidade.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Fé online: a maioria dos pastores acredita que futuro da Igreja está na internet, diz pesquisa


O futuro da igreja cristã passa pela internet. Essa é uma das conclusões possíveis a partir de uma pesquisa realizada pelo Instituto Barna com pastores evangélicos nos Estados Unidos.
O levantamento demonstrou que vem crescendo a influência da rede mundial de computadores na forma como os pastores conduzem suas igrejas e preparam os sermões.

Em comparação com a última pesquisa desse tipo feita pelo mesmo instituto, no ano 2000, muitas coisas mudaram. Hoje, 13% dos pastores entende que a internet vem sendo usada para “espalhar heresias e distorcer o cristianismo”, mas possui potencial para “espalhar o cristianismo autêntico”. Há 15 anos, esse número era de 17%.

Para a maioria dos pastores, 55%, as igrejas precisam possuir um site com conteúdo relevante para ter um desempenho significativo. Uma década e meia atrás esse número era de apenas 26%.

A disponibilização de textos, MP3, vídeos e outros materiais para download gratuito é vista por 55% dos pastores como uma boa forma de investimento dos recursos da igreja. No ano 2000, apenas 31% pensava dessa maneira.

As pesquisas do Instituto Barna sobre as tendências das igrejas norte-americana geralmente são vistas por especialistas como uma forma de antecipar o que acontecerá na maioria das denominações ao redor do mundo, mesmo que os eventos sejam separados por anos ou décadas. No Brasil, já existem denominações que transmitem seus cultos ao vivo pela internet e disponibilizam o conteúdo para acesso em seus sites.

O surgimento das redes sociais na internet, a popularização dos smartphones e tablets e a inclusão digital foram fatores importantes na mudança da visão dos pastores a respeito do uso das ferramentas online.

Atualmente, 47% dos pastores acredita que a tendência é que cresça o número de pessoas que manterão contato com a fé apenas através da internet nos próximos anos. Nesse contexto, 11% dos líderes evangélicos acreditam que é inevitável que isso se transforme em realidade, enquanto que 17% acreditam que isso jamais acontecerá. Porém, há 15 anos, o número de pastores que acreditava ser impossível que as igrejas tivessem frequentadores online era de 26%.

Analisando essa questão a partir da visão teológica, 89% dos pastores entrevistados acreditam que não há problema nisso. Eles acreditam que é “teologicamente aceitável” que as pessoas busquem “assistência à fé” através da internet. No ano 2000, a maioria era o exato oposto: 78% acreditavam ser inaceitável a partir do ponto de vista teológico que existisse uma espécie de comunhão online.

Uma amostra disso é o fato de 39% ter admitido que, de alguma maneira, eles próprios já fizeram isso em algum momento. Há 15 anos, apenas 15% dos entrevistados admitiam usar a internet para a edificação espiritual pessoal.“Pastores e líderes de igrejas cada vez mais percebem o quanto do seu ministério real agora acontece online… Além disso, a maioria dos líderes conhecem o potencial de ligação contínua com os membros e visitantes através da Internet. Podcasts, mídias sociais, blogs, perguntas e debates sobre o sermão e até mesmo pedidos de oração da comunidade. Não importa o tamanho da igreja, a Internet tornou-se e vai continuar sendo uma ferramenta vital para a divulgação do evangelho e até mesmo na formação espiritual”, afirmou Roxanne Stone, vice-presidente do Instituto Barna, segundo informações da Cristianismo Hoje.

Ela pondera, no entanto, que as igrejas dificilmente se permitirão abandonar os espaços físicos, pois a essência dos ministérios continua sendo a reunião em grupo: “Grande parte do trabalho de um pastor é focado na presença: a presença de uma comunidade de crentes, a presença na comunhão [ceia], presença no serviço dos outros, a presença na oração e adoração comunitária. A Internet pode oferecer um complemento importante e acessível a estas atividades físicas, mas os pastores não estão preparados para admitir que elas podem substituir totalmente a experiência no mundo real”, concluiu Stone.

Extremistas do Estado Islâmico acreditam que serão salvos por Jesus durante batalha em Jerusalém, diz jornalista



Um jornalista que conseguiu se infiltrar nas fileiras do Estado Islâmico revelou que os militantes do grupo terrorista acreditam que serão salvos por Jesus Cristo após uma batalha de escala apocalíptica em Jerusalém.

Graeme Wood disse à CNN que os extremistas usam apenas trechos do alcorão como base para seus ensinamentos, e distorce a mensagens dos textos, colocando-os fora de contexto.

Wood afirmou que os militantes não são genuinamente muçulmanos, pois seguem trechos dos ensinamentos do alcorão, enquanto em “outros [pontos] simplesmente optam por ignorar”, e a partir dessa visão parcial e deturpada, constroem suas crenças.

Dentro desse ambiente, o sincretismo religioso surge e leva os terroristas a acreditarem que “Jesus Cristo irá resgatá-los quando forem cercados por uma figura antmessiânica ou anticristo durante uma batalha final em Jerusalém”, relatou Wood.

O jornalista acrescenta que, dentro da crença dos extremistas/terroristas, “o resgate divino acontecerá durante a batalha, quando estiver quase a terminar e o Estado Islâmico tiver apenas 5 mil dos seus combatentes vivos”.

O sincretismo religioso fica explícito porque a crença dos militantes do Estado Islâmico os insere no cenário do armagedon, que é apontada pela Bíblia Sagrada como a batalha final do Apocalipse, com a participação de todas as nações da Terra e que, em seu desfecho, aponta para uma derrota dos aliados do anticristo.

“A noção de que o ISIS possa recorrer à figura messiânica de Jesus Cristo pode ser facilmente explicada teologicamente, porque o Corão não só reconhece a divindade e a existência do Messias Jesus Cristo, bem como do culto mariano e da existência da Virgem Maria. Mas é totalmente contraditória com a prática do grupo guerrilheiro: porque durante o assassinato da praia da Líbia, os 21 cristãos coptas não foram poupados por terem gritado ‘Jesus Cristo!’ nas suas expiações finais”, comentou o jornalista Augusto Ramos, no Blasting News.

Esses relatos aumentam as especulações de que o Estado Islâmico seja resultado de iniciativas de governos de diversos países, para manipular a política internacional e gerar demandas militares.

Com maioria cristã, Brasil e México lideram ranking de adultérios em lista com 21 países

Brasil e México são países da América Latina formados por ampla maioria cristã e com características semelhantes além da religião






Além de terem, em sua sociedade, a presença de católicos e evangélicos, ambos compartilham a liderança no número de casos de adultério.

No Brasil, embora com quedas significativas nos últimos anos, os católicos são maioria (65%), seguidos pelos evangélicos, que atualmente equivalem a 23% da população. No México, a maioria católica é ainda mais ampla: 83% contra 7,5% dos evangélicos em geral.

Um levantamento feito por um site de encontros para pessoas casadas descobriu que em média, mexicanos e brasileiros que se relacionam fora do casamento mantém seis ou mais amantes por ano.

Para que o estudo tivesse uma abrangência ampla, foram ouvidas 83.598 pessoas usuárias do site Victoria Milan, em 21 países. Em 13 desses países, a média de amantes que as pessoas buscam gira em torno de dois a três por ano, segundo informações do Diário do Aço.

“Os resultados mostram que a maior parte das pessoas procurando algo fora de seu relacionamento estável gostam do mistério e paixão associados a novos namoricos. Elas gostam de apimentar suas vidas sem o compromisso de algo mais sério, explicando assim o descomprometimento para com um mesmo amante por um ano completo, sendo que a maior parte já encontra felicidade em seu relacionamento estável, embora haja sempre exceções, que neste caso são o Brasil e o México”, afirmou Sigurd Vedal, fundador e executivo site.

Entre os brasileiros que frequentam o site à busca de um relacionamento extraconjugal, 38% diz se envolver com 6 ou mais amantes ao longo de um ano; enquanto 29% relatam dois ou três; 21% estimam em quatro ou cinco; e 12% optam por se envolver com apenas uma pessoa fora do

O questionário foi enviado a usuários da Austrália, África do Sul, México, Peru, Brasil, Alemanha, Polônia, Suíça, França, Portugal, Nova Zelândia, Argentina, Espanha, Holanda, Irlanda, Grécia, Bélgica, Áustria, Inglaterra, Itália e República Checa.

A maioria religiosa na maior parte dos países listados acima é cristã, sendo fortíssima a presença da Igreja Católica em vários deles, como Espanha, Itália, Argentina, Irlanda, entre outros. Os protestantes possuem grande representação em locais como Austrália, Reino Unido e Holanda, por exemplo.

Estado Islâmico volta a atacar cristãos e sequestra mais de 90 fiéis de povoado na Síria

As ações terroristas do Estado Islâmico mais uma vez tiveram como alvo cristãos. 






A nova investida contra “o povo da Cruz” aconteceu no nordeste da Síria, onde pelo menos 90 fiéis foram sequestrados na última segunda-feira, 23 de fevereiro.

A informação foi anunciada nesta terça-feira pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Os jihadistas atacaram dois povoados com maioria cristã na província de Hasake. As duas localidades eram controladas por forças militares curdas, segundo informações do G1.

A OSDH, que é sediada na Inglaterra, informou que não há notícias do destino dos reféns: “Na segunda-feira, o EI atacou Tal Shamiran e Tal Hermuz, duas localidades assírias da província de Hasake, e levou 90 moradores”, afirmou Rami Abdel Rahman, diretor da OSDH, em entrevista à agência France Presse.

Os cristãos assírios sequestrados são fiéis nestorianos, uma corrente do cristianismo condenada pelo concílio de Éfeso no ano 431 por suas divergências sobre a natureza de Cristo. Essa corrente também possui seguidores no Iraque.

A província de Hasake vem sendo atacada pelo Estado Islâmico, que busca tomar o controle da região das mãos dos curdos. Alguns dos povoados já foram tomados pelos terroristas, apesar de as forças militares que apoiam o governo da Síria resistirem ao avanço dos extremistas muçulmanos.

Os curdos se organizaram em milícias, chamadas YPG, com o objetivo de manter a província de Hasake sob o domínio do governo sírio, e também com a intenção de expulsar o Estado Islâmico da cidade de Tal Hamis, que tem sido bombardeada pelos Estados Unidos. Até agora, a YPG já assumiu o controle de 43 povoados em duas províncias diferentes.

sábado, 7 de fevereiro de 2015


Um momento celestial na Faculdade Bíblica

07 fev 2015Golfo
Uma noite de reflexão e adoração tomou conta do culto de Natal em uma Faculdade Bíblica na região do Golfo

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Entre reluzentes lanternas de argila e candelabros que ornamentam o hall de entrada da livraria cristã da Faculdade Bíblica Alive, houve um tempo de alegria acerca dos mistérios de Deus que envolvem a realidade daqueles cristãos. A reflexão aconteceu durante o culto de natal. “Uma realidade comovente”, opinou um estudante da Faculdade, referindo-se às ameaças da Al-Qaeda e de outros terroristas a todas as instituições cristãs naquela região do Golfo. O culto foi aberto com cânticos entoados por crianças e alunos da faculdade. Crianças até três anos entraram segurando velas, enquanto cantavam “Viemos para compartilhar uma história”, cantado em farsi, urdu, pashtu e outros dialetos locais.
Entre cânticos, intercessões e trechos das Escrituras, a congregação foi levada a clamar ao Senhor em favor da humanidade ferida e destruída, assim como a celebrar o glorioso aniversário de Cristo e Sua promessa para o século 21, ainda que em meio à guerras, rumores de guerras, pobreza , lutas diárias e contendas. “Há muito a se fazer nessa época de natal. Esse culto nos leva a ficarmos em silêncio e refletir acerca da promessa de Deus”, afirmou um membro da faculdade, envolvido no ministério pastoral, ocupação que facilmente se torna intensa e desafiadora em países onde ameaças de violência, abusos e perseguição são constantes.

Um grupo de visitantes estava no culto. Eles iriam para outra parte do país participar de reuniões e decidiram ir à celebração devido a grande necessidade que sentiram de passar um tempo em oração e ministração.  Um dos objetivos da Faculdade é prover um ministério de oração e ministração. “Servir é um dos anseios do Seminário e sei que estamos fazendo aquilo para o qual fomos chamados: dar água aos que estão cansados”, reflete o membro da faculdade.
O culto chegou ao final e era chegada a hora do chá, momento onde seria possível compartilhar algumas situações. Alguns alunos foram embora imediatamente, preocupados com as ameaças de violência. “É melhor os homens irem embora logo e todas as mulheres estão sendo acompanhadas nas ruas por membros das famílias para evitar chamar atenção”, afirmou uma das mães. “Prometemos aos pais que cuidaríamos de seus filhos. Em países onde as meninas cristãs são vulneráveis, tomamos para nós uma grande responsabilidade. Precisamos que o mundo ore por nós!”
Enquanto Tabinda*, aluna do Seminário, arrumava as malas para viajar a uma parte remota do país, ela cantarolava um dos hinos que ouviu durante o culto de natal. “As palavras: ‘espere pelo Senhor porque Ele está perto’ ecoaram em meu coração. Parece não haver nada para comemorar por causa de tanta violência e medo que nos assolam, mas lembrei que Ele está perto e É digno de ser adorado.” Mais tarde, esse foi o tema da pregação que compartilhou em sua igreja local, situada em uma das partes mais violentas da região onde Tabinda reside. A igreja dela é constantemente ameaçada e é sempre vigiada pelos olhos atentos dos grupos terroristas.
Assim como ela, outros alunos viajam para diferentes partes do país, envolvidos em diversos ministérios, tanto em comunidades lideradas pelo  Seminário como em suas igrejas locais. Kabir*, aluno da Faculdade, e sua família lideram cursos de alfabetização em uma comunidade sob a responsabilidade do Seminário. Eles utilizam o nascimento de Cristo para compartilhar sobre a Palavra de Deus pela primeira vez em comunidades subdesenvolvidas e pobres que vivem em uma atmosfera de medo e violência.
“A noite acalmou nossos corações e aquietou nossos medos”, alegrou-se um membro da Faculdade. “Passamos todo o ano vivendo sob estresse e medo por causa da segurança de nosso trabalho, dos membros da equipe e dos alunos. Experimentar esse lugar de paz e esperança é como ter um oásis em meio ao deserto”, afirma. A faculdade pretende reabrir no final do mês e atrasou esse reinício por duas vezes devido à insegurança na região. “Se tudo estiver bem, daremos início às classes e começaremos os cultos e quando isso acontecer que Deus nos mantenha seguros dos atos terroristas. Esperamos em Deus para que Ele nos dirija no próximo tema do ano. Deus está conosco”, afirma o diretor da Faculdade de Teologia de Lahore, enquanto fecha seus olhos, apoia suas mãos no colo e entrega ao Senhor todos os desafios e preocupações que preenchem seu coração.